sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Periodo Regencial.
Mapas conceituados
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Questão 1: (FESP) D. Pedro I, abdicando o trono de Imperador do Brasil em 1831, deixou seu filho, D. Pedro II, como herdeiro. Como não tinha idade legal, como estabelecia a Constituição, instalou-se um regime provisório de Regências Trinas. Essas Regências Trinas foram transformadas em Una por:
A - vontade de D. Pedro II;
B - artigo da Constituição de 1824;
C - Ato Adicional de 1834;
D - ato das Regências Trinas;
E - determinação de D. Pedro I, no ato de sua Abdicação.
Questão 2: O Período Regencial constituiu-se num dos mais agitados da História do Brasil.
Entre as revoltas ocorridas nesse período está a Sabinada, que pretendia:
A - estabelecer a República do Piratini no Rio Grande do Sul;
B - estabelecer um governo republicano liberal em Pernambuco;
C - a abdicação de D. Pedro I;
D - estabelecer uma República Provisória na Bahia durante a menoridade de
D. Pedro II;
E - conseguir a maioridade de D. Pedro II para pôr fim às regências.
Questão 3: (UFJF/MG) A respeito do processo que deu início Segundo
Reinado no Brasil Imperial, é incorreto afirmar que:
A - a antecipação da Maioridade de D. Pedro II era pelos políticos
progressistas e liberais como a melhor alternativa para preservar a unidade
territorial Império e assegurar a autoridade do governo central;
B - durante a regência de Araújo Lima, triunfou o projeto político
regressista, que foi caracterizado por uma maior centralização administrativa e
uma violenta repressão às revoltas políticas regenciais;
C - a antecipação da Maioridade era uma decisão que só poderia ser tomada
pela Assembléia Geral, formada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado
vitalício, que representava os interesses gerais da nação;
D - a antecipação da Maioridade é chamada de “Golpe da Maioridade”, pois
foi uma manobra política do próprio D. Pedro II que conseguiu manipular os
políticos imperiais, já que ele não queria aguardar a idade prevista pela
Constituição;
E - o primeiro ministério,
organizado por D. Pedro II, embora formado pelos políticos liberais que promoveram
a antecipação de sua maioridade, foi demitido, poucos meses depois, ascendendo,
em seu lugar, o grupo conservador.
Questão 4: (Mackenzie) Do ponto de vista político podemos considerar o período regencial como:
a) uma época conturbada politicamente, embora sem
lutas separatistas que comprometessem a unidade do país.
b) um período em que as reivindicações populares,
como direito de voto, abolição da escravidão e descentralização política foram
amplamente atendidas.
c) uma transição para o regime republicano que se
instalou no país a partir de 1840.
d) uma fase extremamente agitada com crises e
revoltas em várias províncias, geradas pelas contradições das elites, classe
média e camadas populares.
e) uma etapa marcada pela estabilidade política, já
que a oposição ao imperador Pedro I aproximou os vários segmentos sociais,
facilitando as alianças na regência.
Gabarito:
1: C / 2: D / 3: D / 4: D
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Conceito
Toda a agitação política do
governo de Dom Pedro I culminou em sua rápida saída do governo durante os
primeiros meses de 1831. Surpreendidos com a vacância deixada no poder, os
deputados da Assembleia resolveram instituir um governo provisório até que Dom
Pedro II, herdeiro legítimo do trono, completasse a sua maioridade. É nesse
contexto de transição política que observamos a presença do Período Regencial.
Estendendo-se de 1831 a 1840, o governo regencial abriu espaço para diferentes
correntes políticas. Os liberais, subdivididos entre moderados e exaltados,
tinham posições políticas diversas que iam desde a manutenção das estruturas
monárquicas até a formulação de um novo governo republicano. De outro lado, os
restauradores – funcionários públicos, militares conservadores e comerciantes
portugueses – acreditavam que a estabilidade deveria ser reavida com o retorno
de Dom Pedro I.
Em meio a tantas posições políticas, a falta de unidade entre os integrantes da
política nacional em nada melhorou o quadro político brasileiro. As mesmas
divergências sobre a delegação de poderes políticos continuaram a fazer da
política nacional um sinônimo de disputas e instabilidade. Mesmo a ação
reformadora do Ato Adicional, de 1834, não foi capaz de resolver os dilemas do
período.
Umas das mais claras consequências desses desacordos foram a série de revoltas
deflagradas durante a regência. A Sabinada na Bahia, a Balaiada no Maranhão e a
Revolução Farroupilha na região Sul foram todas manifestações criadas em
consequência da desordem que marcou todo o período regencial.
O Período Regencial é
uma época da História do Brasil entre os anos de 1831 e 1840. Quando o
imperador D. Pedro I abdicou do poder em 1831, seu filho e herdeiro do trono D.
Pedro de Alcântara tinha apenas 5 anos de idade. A Constituição brasileira do
período determinava, neste caso, que o país deveria ser governado por regentes,
até o herdeiro atingir a maioridade (18 anos).Regentes que governaram o Brasil no período:
- Regência Trina
Provisória (1831): regentes Lima e Silva, Senador Vergueiro e Marquês de
Caravelas.
- Regência Trina
Permanente (1831 a 1835): teve como regentes José da Costa Carvalho, João
Bráulio Moniz e Francisco de Lima e Silva.
- Regência Una de
Feijó (1835 a 1837): teve como regente Diogo Antônio Feijó.
- Regência Interina
de Araújo Lima (1837): teve como regente Pedro de Araújo Lima.
- Regência Una de
Araújo Lima (1838 a 1840): teve como regente Pedro de Araújo Lima.
Um período tumultuado
O Brasil passou por
uma grave crise política e diversas revoltas durante o período regencial.A crise política
deveu-se, principalmente, a disputa pelo controle do governo entre diversos
grupos políticos: Restauradores (defendiam a volta de D. Pedro I ao poder);
Moderados (voto só para os ricos e continuação da Monarquia) e Exaltados
(queriam reformas para melhorar a vida dos mais necessitados e voto para todas
as pessoas).As revoltas ocorrem
basicamente por dois motivos: más condições de vida de grande parte da
população (mais pobres) e vontade das elites locais em aumentar seu poder e
serem atendidas pelo governo.
Principais revoltas do período:
- Cabanagem (1835 a
1840) – motivada pelas péssimas condições de vida em que vivia a grande maioria
dos moradores da província do Grão-Pará.
- Balaiada (1838 –
1841) – ocorreu na província do Maranhão. A causa principal foi a exploração da
população mais pobre por parte dos grandes produtores rurais.
- Sabinada
(1837-1838) – ocorreu na província da Bahia. Motivada pela insatisfação de militares
e camadas médias e ricas da população com o governo regencial.
- Guerra dos Farrapos
(1835 – 1845) – ocorreu no Rio Grande do Sul. Os revoltosos (farroupilhas)
queriam mais liberdade para as províncias e reformas econômicas.
Golpe da Maioridade e fim do Período Regencial,Os políticos
brasileiros e grande parte da população acreditavam que a grave crise que o
país enfrentava era fruto, principalmente, da falta de um imperador forte e com
poderes para enfrentar a situação.Em 23 de julho
de 1840, com apoio do Partido Liberal, foi antecipada pelo Senado Federal a
maioridade de D. Pedro II (antes de completar 14 anos) e declarado o fim das
regências. Esse episódio ficou conhecido como o Golpe da Maioridade. Foi uma
forma encontrada pelos políticos brasileiros de dar poder e autoridade ao jovem
imperador para que as revoltas pudessem ser debeladas e a ordem restaurada no
Brasil.
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1° Império.
Datas e acontecimentos importantes
Constituição de 1824
Em 1823, durante a elaboração da primeira Constituição brasileira, os políticos tentaram limitar os poderes do imperador. Foi uma reação política a forma autoritária de governar do imperador. Neste mesmo ano, o imperador, insatisfeito com a Assembleia Constituinte, ordenou que as forças armadas fechassem a Assembleia. Alguns deputados foram presos.
D.Pedro I escolheu dez pessoas de sua confiança para elaborar a nova Constituição. Esta foi outorgada em 25 de março de 1824 e apresentou todos os interesses autoritários do imperador. Além de definir os três poderes (legislativo, executivo e judiciário), criou o poder Moderador, exclusivo do imperador, que lhe concedia diversos poderes políticos.
A Constituição de 1824 também definiu leis para o processo eleitoral no país. De acordo com ela, só poderiam votar os grandes proprietários de terras, do sexo masculino e com mais de 25 anos. Para ser candidato também era necessário comprovar alta renda (400.000 réis por ano para deputado federal e 800.000 réis para senador).
Guerra da Cisplatina
Este foi outro fato que contribuiu para aumentar o descontentamento e a oposição ao governo de D.Pedro I. Entre 1825 e 1828, o Brasil se envolveu na Guerra da Cisplatina, conflito pelo qual esta província brasileira (atual Uruguai) reivindicava a independência. A guerra gerou muitas mortes e gastos financeiros para o império. Derrotado, o Brasil teve que reconhecer a independência da Cisplatina que passou a se chamar República Oriental do Uruguai.
Confederação do Equador
As províncias de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará formaram, em 1824 a Confederação do Equador. Era a tentativa de criar um estado independente e autônomo do governo central. A insatisfação popular com as condições sociais do país e o descontentamento político da classe média e fazendeiros da região com o autoritarismo de D.Pedro I foram as principais causas deste movimento.
Em 1824, Manuel de Carvalho Pais de Andrade tornou-se líder do movimento separatista e declarou guerra ao governo imperial.
O governo central reagiu rapidamente e com todos as forças contra as províncias separatistas. Muitos revoltosos foram presos, sendo que dezenove foram condenados a morte. A confederação foi desfeita, porém a insatisfação com o governo de D.Pedro I só aumentou.
Desgaste e crise do governo de D.Pedro I
Nove anos após a Independência do Brasil, a governo de D.Pedro I estava extremamente desgastado. O descontentamento popular com a situação social do país era grande. O autoritarismo do imperador deixava grande parte da elite política descontente. A derrota na Guerra da Cisplatina só gerou prejuízos financeiros e sofrimento para as famílias dos soldados mortos. Além disso, as revoltas e movimentos sociais de oposição foram desgastando, aos poucos, o governo imperial.
Outro fato que pesou contra o imperador foi o assassinato do jornalista Libero Badaró. Forte crítico do governo imperial, Badaró foi assassinado no final de 1830. A polícia não encontrou o assassino, porém a desconfiança popular caiu sobre homens ligados ao governo imperial.
Em março de 1831, após retornar de Minas Gerais, D.Pedro I foi recebido no Rio de Janeiro com atos de protestos de opositores. Alguns mais exaltados chegaram a jogar garrafas no imperador, conflito que ficou conhecido como “A Noite das Garrafadas”. Os comerciantes portugueses, que apoiavam D.Pedro I entraram em conflitos de rua com os opositores.
Abdicação
Sentindo a forte oposição ao seu governo e o crescente descontentamento popular, D.Pedro percebeu que não tinha mais autoridade e forças políticas para se manter no poder.
Em 7 de abril de 1831, D.Pedro I abdicou em favor de seu filho Pedro de Alcântara, então com apenas 5 anos de idade. Logo ao deixar o poder viajou para a Europa.
O
Primeiro Reinado é a fase da História do Brasil que corresponde ao governo de
D. Pedro I. Tem início em 7 de setembro de 1822, com a Independência do Brasil
e termina em 7 de abril de 1831, com a abdicação de D. Pedro I.
Os principais acontecimentos da época foram:Constituição de 1824
Em 1823, durante a elaboração da primeira Constituição brasileira, os políticos tentaram limitar os poderes do imperador. Foi uma reação política a forma autoritária de governar do imperador. Neste mesmo ano, o imperador, insatisfeito com a Assembleia Constituinte, ordenou que as forças armadas fechassem a Assembleia. Alguns deputados foram presos.
D.Pedro I escolheu dez pessoas de sua confiança para elaborar a nova Constituição. Esta foi outorgada em 25 de março de 1824 e apresentou todos os interesses autoritários do imperador. Além de definir os três poderes (legislativo, executivo e judiciário), criou o poder Moderador, exclusivo do imperador, que lhe concedia diversos poderes políticos.
A Constituição de 1824 também definiu leis para o processo eleitoral no país. De acordo com ela, só poderiam votar os grandes proprietários de terras, do sexo masculino e com mais de 25 anos. Para ser candidato também era necessário comprovar alta renda (400.000 réis por ano para deputado federal e 800.000 réis para senador).
Guerra da Cisplatina
Este foi outro fato que contribuiu para aumentar o descontentamento e a oposição ao governo de D.Pedro I. Entre 1825 e 1828, o Brasil se envolveu na Guerra da Cisplatina, conflito pelo qual esta província brasileira (atual Uruguai) reivindicava a independência. A guerra gerou muitas mortes e gastos financeiros para o império. Derrotado, o Brasil teve que reconhecer a independência da Cisplatina que passou a se chamar República Oriental do Uruguai.
Confederação do Equador
As províncias de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará formaram, em 1824 a Confederação do Equador. Era a tentativa de criar um estado independente e autônomo do governo central. A insatisfação popular com as condições sociais do país e o descontentamento político da classe média e fazendeiros da região com o autoritarismo de D.Pedro I foram as principais causas deste movimento.
Em 1824, Manuel de Carvalho Pais de Andrade tornou-se líder do movimento separatista e declarou guerra ao governo imperial.
O governo central reagiu rapidamente e com todos as forças contra as províncias separatistas. Muitos revoltosos foram presos, sendo que dezenove foram condenados a morte. A confederação foi desfeita, porém a insatisfação com o governo de D.Pedro I só aumentou.
Desgaste e crise do governo de D.Pedro I
Nove anos após a Independência do Brasil, a governo de D.Pedro I estava extremamente desgastado. O descontentamento popular com a situação social do país era grande. O autoritarismo do imperador deixava grande parte da elite política descontente. A derrota na Guerra da Cisplatina só gerou prejuízos financeiros e sofrimento para as famílias dos soldados mortos. Além disso, as revoltas e movimentos sociais de oposição foram desgastando, aos poucos, o governo imperial.
Outro fato que pesou contra o imperador foi o assassinato do jornalista Libero Badaró. Forte crítico do governo imperial, Badaró foi assassinado no final de 1830. A polícia não encontrou o assassino, porém a desconfiança popular caiu sobre homens ligados ao governo imperial.
Em março de 1831, após retornar de Minas Gerais, D.Pedro I foi recebido no Rio de Janeiro com atos de protestos de opositores. Alguns mais exaltados chegaram a jogar garrafas no imperador, conflito que ficou conhecido como “A Noite das Garrafadas”. Os comerciantes portugueses, que apoiavam D.Pedro I entraram em conflitos de rua com os opositores.
Abdicação
Sentindo a forte oposição ao seu governo e o crescente descontentamento popular, D.Pedro percebeu que não tinha mais autoridade e forças políticas para se manter no poder.
Em 7 de abril de 1831, D.Pedro I abdicou em favor de seu filho Pedro de Alcântara, então com apenas 5 anos de idade. Logo ao deixar o poder viajou para a Europa.
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Curiosidade
- O surgimento do Primeiro Reinado marca definitivamente o abandono da condição de colônia e a transformação do Brasil em uma nação politicamente soberana.
- Motivos que levaram Dom Pedro sair do trono.
- O assassinato de Líbero Badaró.
- Barra moral
- Crise política em Portugal
- Alta dívida externa
- Atraso industrial do país.
- É historicamente incorreto referir-se a este período como "primeiro império", já que o Brasil teve um único período imperial contínuo, dividido em primeiro e o segundo reinados.
- Primeira moeda no Primeiro Reinado.

- O nome de batismo de Dom Pedro I é "Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon".
- Bandeira do Brasil no Primeiro Reinado.
- Motivos que levaram Dom Pedro sair do trono.
- O assassinato de Líbero Badaró.
- Barra moral
- Crise política em Portugal
- Alta dívida externa
- Atraso industrial do país.
- É historicamente incorreto referir-se a este período como "primeiro império", já que o Brasil teve um único período imperial contínuo, dividido em primeiro e o segundo reinados.
- Primeira moeda no Primeiro Reinado.

- O nome de batismo de Dom Pedro I é "Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon".
- Bandeira do Brasil no Primeiro Reinado.
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Independência 1822.
Galeria de Imagens
Pedro I compondo o Hino Nacional (hoje Hino da Independência), em 1822.
Resumo
Pedro I compondo o Hino Nacional (hoje Hino da Independência), em 1822.
Da Leopoldina presidindo o Conselho de Estado que assinou o
Decreto da Independência, em 2 de setembro de 1822.
Em 7 de setembro, ao voltar de
Santos, parado às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro recebeu uma
carta com ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se
submetendo ao rei e às Cortes. Vieram juntas outras duas cartas, uma
de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com Portugal,
e a outra da esposa, Maria Leopoldina de Áustria, apoiando a decisão
do ministro e advertindo: "O pomo está maduro, colhe-o já,
senão apodrece". Impulsionado pelas circunstâncias, D. Pedro
pronunciou a famosa frase "Independência ou Morte!",
rompendo os laços de união política com Portugal.
------------------------------------------------------------Resumo
Independência
do Brasil
- Napoleão como imperador da frança decretou bloqueio continental, fazendo com que o comércio britânico fosse prejudicado (1807).
- Portugal insistiu em manter seu comercio com a Inglaterra mesmo sob ameaças de Napoleão, sendo sua única opção fugir para o Brasil.
- D. João segue para o Brasil levando toda a corte portuguesa (com auxilio da Inglaterra).
- Chegam ao Brasil estabelecendo-se no Rio de Janeiro.
- D. João decretou à abertura dos portos as nações amigas (carta régia), e também tratados de 1810, privilegiando sempre a Inglaterra.
Obs.:
a abertura dos portos foi o marco inicial da emancipação política
do Brasil.
- Retorno a relações diplomáticas com a frança, depois da derrota de Napoleão e também a Elevação da colônia a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815).
- Criação do Banco do Brasil.
- Nesse período ouve sempre revoltas, como a Inconfidência Mineira, Conjuração Baiana e logo após Revolução Pernambucana (1817).
- D. João volta a Portugal aceitando uma constituição imposta pelos portugueses, levando todas as riquezas e deixando seu filho D. Pedro como príncipe regente.
- Dia do Fico: após intensa pressão de seu pai para que voltasse para Portugal, em 1822 D. Pedro decidiu ficar no Brasil.
- Portugal desejava rebaixar Brasil à colônia novamente, e então surgem boatos da independência entre as elites.
- A Assembleia Constituinte, e o decreto de inimigas as tropas de Lisboa deixando clara a intenção de Independência.
- O grito do Ipiranga: estando em viagem a São Paulo D. Pedro recebeu cartas de Portugal restringindo seu poder, ali mesmo declarou a Independência do Brasil (Independência ou morte, sete de setembro).
Obs.:
Para os historiadores o sete de setembro não teve tanta importância,
sendo que a independência já estava consumada desde a Assembleia
Constituinte.
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Mapas Conceituados
- Video aula
Questões
1) Leia as afirmativas
abaixo sobre o processo da Independência do Brasil e assinale se as
mesmas são Verdadeiras (V) ou Falsas (F).
I – ( ) V ( ) F – A
abertura dos portos brasileiros às demais nações do mundo pode ser
vista como um primeiro “grito de independência”, em que a
colônia brasileira não mais estaria atrelada ao monopólio
comercial imposto pelo antigo pacto colonial.
II – ( ) V ( ) F –
Como resposta à imposição das Cortes pelo seu retorno a Portugal,
Dom Pedro I firmou uma resolução onde dizia que nenhuma ordem vinda
de Portugal poderia ser adotada sem sua autorização prévia.
III – ( ) V ( ) F –
No contexto de acirramento das tensões entre as Cortes e a colônia
portuguesa, o príncipe regente baixou os impostos e equiparou as
autoridades militares nacionais às lusitanas.
IV – ( ) V ( ) F -
Dom Pedro I incorporou figuras políticas contra a independência aos
quadros administrativos de seu governo, como José Bonifácio,
defensor de situação colonial brasileira e do poder régio
português, pretendendo com essa manobra enganar as Cortes de suas
reais intenções
2)Segundo José Murilo
de Carvalho, "a principal característica da independência
brasileira foi a negociação entre a elite nacional, a coroa
portuguesa e a Inglaterra." Desta forma, em comparação com os
demais países da América Latina, é INCORRETO dizer que:
a) no Brasil, o
processo de independência foi relativamente pacífico, com conflitos
militares isolados, como no Maranhão e na Bahia.
b) na América
hispânica, houve a formação de grandes exércitos e a ascensão de
figuras emblemáticas de "libertadores" como Simon Bolívar
e Sucre.
c) um ponto comum no
processo de independência da América Espanhola e do Brasil envolve
a questão do trabalho, ou seja, em ambos, o processo levou à
abolição da escravidão indígena e africana.
d) enquanto no Brasil
foi instituída uma monarquia constitucional e mantida a unidade
territorial, na América Hispânica o movimento de independência, em
geral, resultou na criação de diversas repúblicas. e) a
Inglaterra, direta ou indiretamente, apoiou o movimento de
Independência do Brasil e do restante da América Latina e também a
formação do exército de libertação de Bolívar.
3)Leia o texto a seguir
para responder ao que pede a questão. Decreto das Cortes Portuguesas
“A 24 de abril de 1821, as Cortes de Lisboa declararam os governos
provinciais independentes do Rio de Janeiro, subordinando-os
diretamente às Cortes. Antes mesmo que lá chegassem os deputados
brasileiros, já tratavam as Cortes, em 29 de setembro de 1821, de
assuntos de sumo interesse para o Brasil, decidindo transferir para
Lisboa [...] o Conselho da Fazenda, a Junta de Comércio, a Casa de
Suplicação e várias outras repartições instaladas no país por
d. João VI. Decretava-se a seguir, em 29 de setembro, 1º e 18 de
outubro a volta do príncipe regente, nomeando-se para cada
província, na qualidade do Poder Executivo, um governador-de-armas,
independente das junta e destacando novos contingentes de tropas para
o Rio de Janeiro e Pernambuco.”
O texto acima se refere
às deliberações das Cortes em Portugal, formada quando a família
real portuguesa estava no Brasil, que pretendiam eliminar várias
ações de autonomia administrativa implantadas por D. João VI na
possessão portuguesa da América. Sobre o processo de Independência
do Brasil é incorreto afirmar que:
a) a primeira medida de
autonomia econômica realizada por D. João VI foi a abertura dos
portos às nações amigas.
b) acarretou a
suspensão definitiva do tráfico negreiro como uma forma de
retaliação do governo português contra sua ex-colônia.
c) levou ao
aparecimentos de movimentos pela independência em Angola e
Moçambique, que só se tornariam vitoriosos ao final do século XIX.
d) levou a Coroa
portuguesa a implementar regimes de segregação racial em suas
possessões africanas, inspirados na experiência inglesa na África
do Sul. e-provocou o desinteresse português na manutenção dos seus
domínios no ultramar e o abandono dessas possessões a outras
potências europeias.
Respostas:
- I-V; II-V; III-V; IV-F. Ao contrário do que está exposto na afirmativa IV, D. Pedro I colocou quadros administrativos a favor da independência, como José Bonifácio, que havia elaborado uma forma conservadora de independência, garantindo a fora monárquica de governo.
- Letra C
- Letra B - D. Pedro I não se dirigiu a Portugal após o ordenamento das Cortes, sendo que sua negação da medida desgastou ainda mais as relações entre metrópole e colônia, culminando na Independência em 1822
Mapas Conceituados
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Sugestões literárias
A História do Brasil - Do Descobrimento À
Independência
Autor: Magalhães, Elsa Pestana
Editora: Girassol.
Autor: Magalhães, Elsa Pestana
Editora: Girassol.
A Independência do Brasil (1808-1828)
Autor: Berbel, Marcia
Editora: Saraiva
Autor: Berbel, Marcia
Editora: Saraiva
7 de Setembro de 1822 - A Independência
do Brasil - Coleção Lazuli Rupturas
Autor: Oliveira, Cecilia Helena de Salles
Editora: Nacional
Autor: Oliveira, Cecilia Helena de Salles
Editora: Nacional
A Independência do Brasil
Autor: Pereira, Andre
Editora: Ao Livro técnico – infantil.
Autor: Pereira, Andre
Editora: Ao Livro técnico – infantil.
A Independência do Brasil
Autor: Souza, Iara Lis Schiavinatto C
Editora: Jorge Zahar.
Autor: Souza, Iara Lis Schiavinatto C
Editora: Jorge Zahar.
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Datas e acontecimentos importantes da
Independência no Brasil
A Independência do Brasil ocorreu em 7 de setembro de 1822. A partir desta data o Brasil deixou de ser uma colônia de Portugal. A proclamação foi feita por D. Pedro I as margens do riacho do Ipiranga em São Paulo.
Causas:
- Vontade de grande parte da elite política brasileira em conquistar a autonomia política;
- Desgaste do sistema de controle econômico, com restrições e altos impostos, exercido pela Coroa Portuguesa no Brasil;
- Tentativa da Coroa Portuguesa em recolonizar o Brasil.
Dia do Fico
- D. Pedro não acatou as determinações feitas pela Coroa Portuguesa que exigia seu retorno para Portugal. Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro negou ao chamado e afirmou que ficaria no Brasil.
Medidas pré independência:
Logo após o Dia do Fico, D. Pedro I tomou várias medidas com o objetivo de preparar o país para o processo de independência:
- Organização a Marinha de Guerra
- Convocou uma Assembleia Constituinte;
- Determinou o retornou das tropas portuguesas;
- Exigiu que todas as medidas tomadas pela Coroa Portuguesa deveriam, antes de entrar em vigor no Brasil, ter a aprovação de D. Pedro.
- Visitou São Paulo e Minas Gerais para acalmar os ânimos, principalmente entre a população, que estavam exaltados em várias regiões.
A Proclamação da Independência
Ao viajar de Santos para São Paulo, D. Pedro recebeu uma carta da Coroa Portuguesa que exigia seu retorno imediato para Portugal e anulava a Constituinte. Diante desta situação, D. Pedro deu seu famoso grito, as margens do riacho Ipiranga: “Independência ou Morte!”
Pós Independência
- D. Pedro I foi coroado imperador do Brasil em dezembro de 1822;
- Portugal reconheceu a independência, exigindo uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas;
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